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Os simuladores na investigação em transportes e segurança rodoviária em destaque no CCG

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O Centro de Computação Gráfica (CCG) realizou uma sessão Think Tank e de Networking, dedicada à utilização de simuladores na investigação em transportes e segurança rodoviária, no dia 26 de junho, nas suas instalações.

Esta sessão reuniu 50 representantes de variadas instituições, desde órgãos públicos a empresas privadas, de autarquias a empresas da indústria automóvel, das infraestruturas e dos sistemas. Infraestruturas de Portugal, Ascendi, Sernis, OET, ISEP, Universidade do Minho, Universidade de Aveiro, ANT, APCAP foram algumas das entidades presentes.
 
Na parte da manhã decorreram apresentações no auditório do CCG com enfoque em casos práticos de utilização de simuladores no domínio rodoviário.
 
Carlos Silva, coordenador de desenvolvimento do D.I.A. PIU – Perception, Interaction and Usability – do CCG, iniciou o evento com a apresentação do PIU e dos seus variados trabalhos no domínio da investigação em segurança rodoviária: no setor automóvel (HMI Excel, Innovcar), na acústica e ruído rodoviário (Noiseless) e no domínio das novas modalidades sensoriais (Product In Touch), sem esquecer a segurança dos peões (AnPeB), a ergonomia (ISO/TC22/SC39 – Ergonomics in Road Vehicles) e a comunicação 5G (5G-MOBIX).
 
Susana Costa, investigadora do Centro Algoritmi e professora na Universidade do Minho, falou sobre os problemas de segurança e de confiança que se colocam na condução autónoma, sobretudo nos níveis mais elevados de automação (3, 4 e 5 – SAE Taxonomy), refletindo no que os fabricantes de automóveis precisam de fazer em termos de investigação e desenvolvimento para aumentar a confiança nestes veículos.
 
Por sua vez,  Elisabete Freitas, professora da Universidade do Minho e coordenadora do projeto AnPeB, falou na necessidade de melhorar a segurança e proteção dos peões nas estradas. Este projeto AnPeB visa desenvolver novos e melhores modelos para descrever a interação entre peões e veículos em passagens não sinalizadas utilizando um simulador de peões, instalado no CCG.
Com este simulador, apresentado neste evento, é possível estudar o comportamento dos peões sem comprometer a segurança dos participantes, que nunca é colocada em causa. Outra vantagem do recurso a ambientes virtuais é o maior controlo sobre as condições e as tarefas experimentais.
 
A parte da tarde foi dedicada às visitas dos simuladores de condução autónoma e de peões instalados no CCG (Bosch Room e CAVE), proporcionando-se variados momentos de interação aos participantes do evento.
 
Decorreu, ainda, um debate muito participado sobre o papel que podem ter os simuladores na gestão rodoviária e sobre o rumo que a condução autónoma poderá seguir. Emanuel Sousa, investigador do CCG, liderou o debate com os investigadores e professores Nelson Costa e Elisabete Freitas, da Universidade do Minho, e com todos os presentes no auditório que quiseram dar a sua opinião e colocar as suas questões aos especialistas.
Foram versadas as vantagens e as limitações ainda existentes do uso de simuladores, a confiança/desconfiança na condução autónoma e como os simuladores podem ajudar a dissipar essa desconfiança.
 
Falou-se sobre a necessidade de se criarem normas estandardizadas neste domínio transversal a todos os fabricantes de automóveis, assim como de atualizar a legislação nacional. Equacionou-se ainda o papel dos diversos atores (autarquias, indústria automóvel, centros de investigação, entidades legisladoras, etc.) no desenvolvimento da condução autónoma.
Para fechar o evento efetuou-se uma sessão de networking, promovendo o contacto entre todos os participantes.

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